Mercado de alugueis volta a crescer. porém, não o suficiente.

Mercado imobiliário – Aluguel

Mercado de alugueis volta a crescer

Mercado de alugueis volta a crescer

Mercado de alugueis volta a crescer, porem com preços ainda baixo.

Mercado de alugueis volta a crescer. Depois de cinco anos em baixa, o setor de aluguéis do mercado imobiliário começa a apresentar melhora. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Administradoras de Imóveis (Abadi), Carlos Samuel Freitas, de 66 anos, entre janeiro do ano passado e deste ano, cerca de 40% dos imóveis que estavam disponíveis foram ocupados.

Para a gerente de locação da Lowndes Condomínios e Locações, Vânia Penedo, de 48 anos, apesar do aumento de 30% na procura na comparação deste mês com dezembro, os valores não aumentaram. Pelo contrário, devido à necessidade de alugar, o locatário acaba ganhando poder de negociação e muitos proprietários recuam os preços.

Mercado de alugueis volta a crescer

Imóveis alugados

Ainda segundo a gerente, os que têm sido ocupados são aqueles que não precisam de reforma, com banheiros e cozinhas modernos. Algumas estratégias como concessões na ficha cadastral e aceitação de imóveis de outros estados como garantia foram adotadas na Imobiliária Mauá para tentar ocupar apartamentos vazios. Mesmo assim, a taxa de desocupação ainda supera a de ocupação.

No tocante a salas comerciais, ainda há uma oferta muito grande. Não há recuperação de preço e há situações com grandes descontos, até mesmo isenção de pagamento de alguns meses, como tentativa de atrair inquilinos. Segundo o presidente da comissão de direito imobiliário do instituto dos advogados brasileiros; Arnon Velmovitsky, Jacarepaguá; Centro; Barrra e Recreio são bairros onde há maior quantidade de salas comerciais livres. Já com relação aos imóveis residenciais; aqueles cujos preços não ultrapassam R$ 2.500 estão sendo bastante procurados em janeiro.

Contrapartida

Em contrapartida; os mais caros ainda enfrentam dificuldades de serem ocupados. Desde abril do ano passado; o engenheiro Guilherme Miranda, de 55 anos, que mora em Curitiba (PR), tentava alugar um apartamento na quadra da praia no Leblon, de três quartos, com condomínio no valor de R$ 2.600; sem sucesso. A saída foi oferecer dois meses de isenção de aluguel.

O vice-presidente de Marketing e Comunicação do Secovi Rio, João Augusto Pessôa, explicou que se esperava que 2018 fosse um ano de retomada do setor; mas a crise na segurança pública foi fator primordial para a desvalorização de alguns bairros, principalmente aqueles próximos a comunidades com alto índice de violência; como Santa Teresa, devido a constantes conflitos no Morro dos Prazeres. Porém; em alguns lugares específicos houve uma pequena valorização, como Urca; Glória e Barra da Tijuca.

Fonte: Extra