Peninsula - Como é a vida no maior condomínio da Barra.

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Como é a vida no maior condomínio da Barra: Complexo formado por 55 prédios, supermercado, restaurantes e shopping possui mais de 15 mil habitantes

Peninsula – O dicionário Aurélio diz que península é uma “porção de terra cercada de água por todos os lados, menos um, pelo qual se liga a outra terra’’. Às margens da poluída Lagoa da Tijuca, a Península — essa com ‘‘P’’ maiúsculo — traz no nome criado pelo mercado imobiliário a ideia de uma ilha dentro da Barra;

Dez anos depois de terem sido entregues as chaves dos primeiros apartamentos, o nível de desejo por esse recanto de concreto e muito verde se mantém alto e pode ser medido pelo preço de seu metro quadrado (R$ 10.552, em média), que, na região, só perde em valorização para a orla, de acordo com o Sindicato da Habitação (Secovi-Rio)

Definida pelo Instituto Pereira Passos (IPP) como um condomínio, a Península, na verdade, agrega 27 deles e concentra uma população que já é maior que a do Leme, também com 15.100 habitantes. Cresceu e, agora, sofre problemas de cidade grande, como falta de segurança e transportes.

Talvez pela grandiosidade — a Península tem, no total, 780 mil metros quadrados; 55 prédios, mais dois condomínios em construção e duas enormes áreas de lazer —, os moradores; de classes alta e média-alta, acostumaram-se a descrever o lugar como um sub-bairro da Barra; algo que, oficialmente, não existe para o município. Essa percepção se tornou mais forte no ano passado, quando a inauguração de um shopping; o Open Mall, também com supermercado, restaurantes e farmácia 24 horas entre outras lojas; encurtou o caminho de quem precisa ir às compras. Mesmo assim a Península continua guardando características de um típico condomínio da Barra, mas com calçadas pouco movimentadas e muitos, mas muitos carros — são cerca de 12 mil; também quase um por morador.

Mas por que a Península — na opinião do presidente da imobiliária Patrimóvel, Rubem Vasconcelos; “o bairro mais cobiçado dentro da Barra” — virou uma espécie de sonho de consumo? A promessa de privacidade; segurança e qualidade de vida já não atrai apenas a sociedade emergente (Vera Loyola imortalizou a máxima “para que o Leblon, se eu tenho a Península?”). Na ‘‘nova’’ Península; também vivem de funcionários públicos a funkeiras como Anitta e Valeska Popozuda; passando pelo candidato a governador Marcelo Crivella, e gente que; até pouco tempo; preferia a Zona Sul.

Fonte: https://oglobo.globo.com