Santander Brasil entra na linha de financiamento imobiliário

Santander Brasil entra na linha de financiamento imobiliário

Santander Brasil entra na linha de financiamento imobiliário

Santander Brasil entra na linha de financiamento imobiliário

Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil tem o financiamento mais barato do mercado.

Santander Brasil entra na linha de financiamento imobiliário que começou discretamente a oferecer empréstimos para compra da casa própria por meio da linha Pró-Cotista, que usa recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), segundo documentos obtidos pela Reuters.

Mesmo sendo o primeiro banco privado a entrar no setor, o Santander Brasil não considera fazer divulgação ampla do produto. Além de os recursos do FGTS serem mais escassos do que os da caderneta de poupança, o próprio banco captou menos de 60 milhões de reais, o que lhe permite uma atuação bastante limitada.

Em material enviado aos agentes, o Santander Brasil define como pré-condições para concessão de recursos o prazo máximo de 30 anos para o financiamento. A linha não financia despesas com cartório e com o ITBI, taxa da prefeitura. O produto tem taxa de 8,4 por cento ao ano, mais atualização pela TR.

Santander Brasil

A linha Pró-Cotista do Santander Brasil também será restrita a empreendimentos cujas matrículas dos imóveis sejam individualizadas. Segundo o informe, o prazo máximo de aprovação da proposta de financiamento é de 30 dias.

Na véspera, o Conselho Monetário Nacional (CMN) adotou uma série de medidas para flexibilizar a atuação dos bancos no financiamento imobiliário, inclusive a elevação do teto do valor de imóveis que podem ser financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), de 900 mil para 1,5 milhão de reais.

Para especialistas, a movimentação dos bancos pode ajudar a aquecer o mercado de financiamento imobiliário. Após ter batido o pico de 113 bilhões de reais em 2014, o volume de empréstimo imobiliário com recursos da poupança caiu, até atingir 43 bilhões no ano passado, menor nível em uma década.

“De imediato, a maior competição na linha Pró-Cotista não deve ter grande impacto na taxa de juros, mas em conjunto com as outras medidas do CMN, isso pode incentivar as construtoras a voltarem a lançar empreendimentos”, disse a consultora Daniele Akamine, da Akamines Negócios Imobiliários.